Raelianos: Sobreviventes, Alquimistas e Bilionários de Amor

Vou partilhar convosco a minha meditação da manhã. A mais bela. Preparem-se para voar.

Quando pensamos no infinito, pensamos naquilo que está dentro de nós, o infinitamente pequeno, e no infinitamente grande. E, para o sentir, geralmente gostamos de olhar para as estrelas. É belo, estar lá fora, a olhar para as estrelas. É uma sensação fantástica. Lembro-me de, em criança, já me deitar — eu não era o Rael — mas deitava-me e sentia-me um com o universo, sentia as estrelas. No entanto, há estrelas debaixo dos nossos pés. Os Elohim podiam estar do outro lado. Conseguem imaginar? Estarem a mostrar o rabo aos Elohim? Então, qual é a posição correta? Não sabemos se eles estão em cima, em baixo, à direita, à esquerda — eles estão em todo o lado.

Por isso, quando meditam, quando tentam fazer parte do universo e das estrelas, sintam as estrelas em cima e sintam as estrelas em baixo. Este erro [de procurar sempre os Elohim para cima] está um pouco ligado às religiões primitivas. O céu é em cima; o inferno é em baixo. Não. O céu e o inferno estão dentro de nós.

Gostaria de abrir um breve parêntesis: estamos no infinito. Não exatamente. Nós não estamos no infinito. Nós somos o infinito. Quando dizem «eu sou», eu sou o quê? O infinito, sim. E, por isso, não há céu nem inferno. Outro pequeno parêntesis: um homem morre e chega às portas do céu, e pergunta: «Sou bem-vindo no céu ou vou para o inferno?» O anjo que o recebe responde: «O senhor esteve no inferno. Passou a vida inteira no inferno, na Terra.»

Quando olhamos com atenção para tudo o que se passa na Terra, isto é o inferno. Milhares de crianças a morrer todos os dias. Algumas delas mortas pelos militares. Milhares de pessoas, milhões de pessoas, sem casa. Milhões de pessoas sem comida. Não é isto o inferno? É! E milhares de bombas atómicas prontas a explodir. E acham que a Terra é o paraíso? É mesmo o inferno. Milhares de crianças a morrer de cancro todos os dias. Todos os dias. Milhares de pessoas a suicidar-se todos os dias. Não é isto o inferno? É!

E nós, os raelianos, somos sobreviventes. Somos sobreviventes, e a nossa missão é fazer o inferno desaparecer. Fazer da Terra um paraíso. Fisicamente! É por isso que lancei o movimento político para o Paraisismo. Imaginem! Imaginem se todo o planeta, toda a gente, fosse raeliano. Ninguém ficaria sem comida. Nenhuma criança nasceria com cancro. Nada de militares. Nada de dinheiro. Isso é o Paraisismo. E é essa a nossa missão: não apenas espalhar a Mensagem dos Elohim — vocês, os raelianos, são alquimistas.

A alquimia foi trazida pelos árabes. Tentavam fazer química sem ciência. Mas a química é ciência. Por isso, experimentavam várias coisas para transformar chumbo em ouro, usando algo a que chamavam «la pierre philosophale», a pedra filosofal. E, com essa pedra, criada por magia, se tocassem num pedaço de chumbo, ou de ferro, ou em qualquer metal, ele tornar-se-ia ouro. Belo sonho.

Eu sou uma espécie de alquimista, porque tento transformar seres humanos normais em ouro. Os raelianos são o ouro da humanidade. Alquimistas. Eu sou um alquimista, e somos todos alquimistas. Temos de mudar isto: não se trata de transformar chumbo em ouro, trata-se de transformar o inferno em paraíso. Preciso de vocês para isso. Eles precisam de vocês. Sintam-no, é uma missão fantástica.

Não podem acordar sem sentir uma energia enorme para transformar este chumbo em ouro. Com cada movimento que fazem, com cada palavra que pronunciam, com cada ação que praticam, estamos a transformar chumbo em ouro. Meditar um minuto pela paz — isso é uma pedra filosofal.

O Paraisismo, transformar chumbo em ouro, substituir o ódio pelo amor — isso é uma pedra filosofal.

Filosofia. Qual é o significado desta palavra? Philos: amor. Sophia: sabedoria. Filosofia é amor pela sabedoria.

Nós amamos o amor. Queremos espalhar o amor por toda a Terra. Somos filósofos.

É esse o verdadeiro significado de filosofia. Não é aquilo que se estuda em algumas universidades — o que os outros pensaram, e qual é o contrário do contrário — não! Filosofia é amar o amor. É isso que nós somos.

Lembram-se do meu filósofo preferido? Diógenes. Não um filósofo que estuda livros antigos e os pensamentos de filósofos do passado, comparando-os com os filósofos novos — isso é bla-bla-bla. Diógenes andava pelas ruas da sua cidade com uma lanterna, uma luz, com uma vela lá dentro. As pessoas perguntavam-lhe: «O que estás a fazer?» E ele respondia: «Procuro um homem.» Havia homens por todo o lado, mas ele procurava um homem — não o homem, um homem, um homem que merecesse esse nome. Homem quer dizer humano. Homem, humano, humanidade.

O que é ser humano? Espalhar amor. É a mesma coisa. E, em vez de recitar o conteúdo de muitos livros complicados, ele andava pela cidade com uma luz. «O que procuras? Há homens por todo o lado.» «Sim, mas nenhum homem — nenhum humano cheio de amor.» Humano. A humanidade é amor. Mas esquecemo-nos disso com espadas, com armas, com bombas atómicas. Isso não é humano.

Por isso, lembrem-se: vocês são alquimistas. Vocês transformam o ódio em amor. Vocês transformam este lugar, que é o inferno, em paraíso. Vamos fazê-lo juntos.

Não consigo fazê-lo sozinho. Preciso da vossa ajuda. Eles precisam da vossa ajuda. Pensem nisto: porque é que fazemos uma embaixada? Para receber os Elohim? Sim, mas é uma embaixada de amor. Não podemos receber os Elohim se não os amarmos. Por isso, quando enviam o vosso amor aos Elohim, também estão a ser alquimistas.

Porque é que há tanta gente sem esperança, deprimida, agressiva, violenta? Porque não é feliz. Porque não tem esperança. Dão-se conta, às vezes aos 50 ou aos 70: «Trabalhei a vida inteira para ter um carro maior, uma casa maior, roupa mais cara — Chanel, Gucci — mas não é nada. Não é nada!» De repente, apercebem-se: a minha vida é… porque é que estou vivo? Se é pelo dinheiro, porquê? Não o vou levar depois da morte. A minha casa grande, não a vou levar depois da morte. Os meus carros grandes, não. A minha bela companheira, que encontrei porque era rico — não, nada.

Qual é a vossa riqueza? O amor que deram. Vocês são ricos. São bilionários de amor. Nenhum ser humano na Terra devia ser mais rico em amor do que os raelianos.

O amor — quanto mais dão, mais ricos são.

Podem dar os presentes simples de Buda. Um sorriso — isso é um presente! Muita gente não sorri. Onde quer que eu vá, sorrio sempre às pessoas. Em França, o nível de agressividade é tão forte que, às vezes, quando sorrimos a alguém, essa pessoa fica zangada. «Porque é que está a sorrir para mim?» E, às vezes, tornam-se violentas. «És gay?» Não! Mas esta é uma imagem muito bonita deste inferno. Damos um sorriso e as pessoas ficam zangadas.

Dar amor — está no vosso sorriso, nos vossos olhos, na mão pousada no ombro de alguém, só para dar oxitocina, a hormona da felicidade. E, quando dão oxitocina, recebem oxitocina. Como expliquei recentemente, as pessoas que estão a ver também produzem oxitocina. O amor é contagioso — mais do que a Covid.

Portanto, espalhem amor. E, se as pessoas se sentirem incomodadas com o vosso amor, o problema é delas. Mas vocês — vocês dão amor.

Recentemente, alguém me disse: «Ah, há uma raeliana que lhe quer dar algum dinheiro.» E outra pessoa disse: «Mas sabe, Maitreya, esta pessoa é muito pobre. Porque é que aceita o dinheiro?» Para a deixar dar amor. A pior coisa que podem fazer é recusar. Quando querem dar alguma coisa a alguém e essa pessoa diz «não, não, não», como é que se sentem? Mal! Por isso, dar amor é aceitar o presente de toda a gente. Aceitem um sorriso. É oxitocina — quando sorrimos uns aos outros, criamos oxitocina.

Por isso, tudo na vossa vida deve estar centrado no amor. O infinito é amor. Somos um. Somos um com tudo e com todos. Temos de nos tornar bilionários de amor. Se quiserem ser bilionários em dinheiro, será muito difícil. Mas bilionários de amor — instantaneamente, instantaneamente! E é essa a nossa missão.

Obrigado, Elohim. Tenho muita sorte. Vivo no paraíso. Não por causa do parque e da casa. Não por causa da beleza de Okinawa. Por causa do vosso amor. Vocês dão-me todas as manhãs, todos os dias, todos os domingos às onze, muito amor. Se vocês são bilionários de amor, eu sou trilionário em amor.

Por isso, obrigado, e acolho tudo. Nunca recusarei os vossos presentes. E não é só no meu aniversário. Deem-me, deem-me, deem-me! Nem que seja uma simples escova de dentes. Qualquer coisa! Nunca recusarei.

Às vezes recuso. Lembro-me de um bilionário, em dinheiro, na Universidade da Felicidade. Veio ter comigo com um envelope grande, a olhar para mim de cima. «Estão todos a ver que estou a dar?» E eu disse: «Não, obrigado.» Quando estiver pronto para o pôr no para-brisas do meu carro, sem o seu nome no envelope, então aceitarei.

Há pessoas no YouTube, na internet, que dão a pessoas pobres na rua, mas está alguém a filmar, não é? Isso não é amor nenhum. É puro ego: «Vejam como eu sou generoso.»

Já vos contei esta história muitas vezes, mas, quando estava em Tóquio antes de vir para cá, passeava às vezes num parque onde dormem muitos sem-abrigo. E os raelianos já me davam tanta comida — vê-se o resultado. Por isso, punha-a num saco e ia até ao parque. Mas não queria ser visto a dar. Dava apenas aos sem-abrigo que estavam a dormir, pousando o saco ao lado deles sem os acordar. Mas tinha um bocadinho de ego. Sentava-me e ficava a ver. E, quando acordavam, comiam. Eu estava muito, muito longe, mas feliz por ver pessoas a desfrutar de alguma comida.

Quando dão, nunca deem para receber um «obrigado». Se esperam pelo «obrigado», não é amor. Dar sem esperar nada em troca — isso é amor. Quando dão também o vosso amor, no amor simples, no amor de casal muito simples — mulher e homem, ou dois homens —, na maior parte das vezes um diz «amo-te» e espera ouvir «eu também». Isso não é amor. Dizer «amo-te» e não querer ouvir a resposta — isso é que é amor. Mas a maioria das pessoas diz «amo-te» e fica à espera do eco. «Amo-te.» Silêncio. Não esperar nada — isso é que é o verdadeiro amor.

Por isso, lembrem-se: o amor é uma ciência, o amor é alquimia, o amor muda tudo.

E, para terminar este longo — demasiado longo — discurso, que chega ao nível da física quântica: quando aumentamos o nível de amor na Terra, aumentamos o nível de amor em todo o universo.

Ontem estava a ver o Instagram, e este cientista que faz investigação dizia que é impossível, neste universo infinito, que não exista outra humanidade. Agora mudaram, não é? Há uns anos era «é impossível haver outras humanidades por aí». Agora é «é impossível não haver».

Mas fica a pergunta: porque é que não vêm? E este cientista dá uma explicação bonita. Eles observam-nos. Olham para nós — não só os Elohim, mas um número infinito de planetas. E o que veem? Zona de exclusão aérea. Vamos esperar até que atinjam um certo nível — não de ciência, mas de amor. Portanto, a tarefa é nossa. Estão a observar-nos, e há uma grande zona de «não se aproximem da Terra». Esperam, observam, e, quando virem um planeta de amor, vão ver muita gente a chegar de todo o lado.

Começa com uma embaixada, mas, no futuro — é o profeta que está a falar —, será uma invasão, uma invasão pacífica de civilizações que querem abraçar os humanos.

É essa a nossa tarefa.

Obrigado.

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