
É importante pensar nisto. Quando olho para vocês, estes olhos são uma câmara para os Elohim. Não se esqueçam: quando fazem coisas diante dos meus olhos, eles estão a ver. Pensem sempre nisso. Façam o que fizerem, digam o que disserem, eles estão a ver-vos.
Sabendo isso, o que é que devem fazer? Vão ser tímidos? Vão ser sérios? Vão ser religiosos? Não. Riam! Riam! Eles querem ver-vos a rir, felizes, a dançar, a cantar. Se forem sérios, estão a trair os Elohim. Eles amam-vos.
Cada um de vocês é descendente dos primeiros seres humanos que eles criaram. Os primeiros seres humanos que eles criaram continuam a fazer parte de vocês. Acham que os Elohim, no laboratório, estavam a criar seres humanos para serem sérios? Não. Queriam ter criancinhas a brincar, a dançar, a cantar. Nunca sérias. Imaginem: estão num laboratório, criam um ser vivo, e ele é sério e triste. Fecham a caixa e vão-se embora. A primeira felicidade dos Elohim foi ouvir o primeiro ser a rir.
O mesmo acontece com as mães e os pais de hoje — quando temos um bebé, qual é o maior prazer? Queremos ouvir o bebé a rir. Era o mesmo para os Elohim quando olhavam para nós. Sempre que são sérios, estão a trair os Elohim. Porque eles nunca nos teriam criado para sermos sérios. Eles gostam, tal como nós quando temos bebés, de os ver a cantar, a dançar, a rir.
E nascemos crianças. Nunca se esqueçam. Todos vocês nasceram crianças. Bebés. Maravilhados com a luz, a olhar para as vossas mãos com espanto, maravilhados com tudo. E depois envelhecem e esquecem-se. Esquecem-se, tornam-se sérios. Gostariam de ter um bebé sério? Que horror! Não queremos um bebé com uma cara séria — que horror! Toda a gente se aproxima da caminha onde estão os bebés e… e tocam-lhes na barriga, a rir! Porque é que vocês deixaram de rir? Nunca parem. E treinem — é um treino, não é? Têm a vida toda para treinarem a rir.
Todos envelhecemos. Todos vamos morrer um dia. E as pessoas evitam falar da morte. Façam do dia em que morrerem o dia mais divertido da vossa vida. Também podem morrer de uma forma terrível! A minha esperança é morrer a rir. É preciso praticar. É preciso praticar! Preparem-se para morrer a rir. A praticar a sério. Nunca deveria haver um único dia da vossa vida sem rir.
Todas as noites, quando se forem deitar, devem perguntar a vocês mesmos: ri hoje? Se não, foi um dia muito mau! Mas ainda não é tarde. Antes de adormecer, podem rir. E perdoem-se. Por isso, preparem-se todas as manhãs quando acordarem: hoje vai ser o dia em que mais vou rir em toda a minha vida. Façam-no! A sério! Rir é uma coisa muito séria. Não tem piada nenhuma, é muito sério.
Hoje vou ganhar dinheiro. Hoje vou ter sucesso naquilo que faço. Terrível! Hoje vai ser o dia em que mais vou rir em toda a minha vida. Assim que acordarem, pensem nisso. Fizeram-no esta manhã?
E o ensinamento dos Elohim é lindo, porque eles disseram: «riam sem razão». É tão fácil. Não é preciso uma razão para rir. Basta estar vivo. É tão engraçado estar vivo. Tem piada! Devíamos fazer parte da terra, do pó, e no entanto estamos vivos. Eu em especial, na minha idade — todas as manhãs, também esta manhã: uau, ainda estou vivo! É incrível! Quando era novo, tinha a certeza de que ia morrer antes dos 50. Tinha a certeza! Não sei porquê. E depois, passados os 70, disse: «uau, já não devia estar vivo.» Com milhares de cartas de pessoas a dizer que me vão matar. Muita gente me quer matar. Estou à espera. Não acontece, mas sem frustração nenhuma. A desfrutar de cada minuto.
Quando somos novos, é um bocadinho difícil. Quanto mais envelhecemos, mais se torna possível. Quando somos novos, temos a ilusão de ter vida eterna. Mas tenho de dizer que, aos 80, sei que o meu tempo na Terra é limitado. E esta sensação de a morte estar perto — possível, sempre possível — torna a vida mais bonita.
Se acordam e sabem que têm 50 anos para viver, bof! Podem até ter um dia triste. Podem estar deprimidos. Podem tentar arranjar um apartamento melhor. Têm um objetivo. Mas quando se chega aos 80, o único objetivo é ser feliz, agora. Não tenho mais 50 anos para viver na Terra. Não sei quantos — gostava de saber, não é? Não sabemos. Mas tenho a certeza de que um dia será o último. Para todos nós. Uma hora será a última. Um minuto será o último. Vão ter um último minuto.
Mas todos pensamos «ah, isso é no futuro». É possível que seja agora mesmo. Então, vão passar esse último minuto ansiosos? E assim passam o último minuto da vossa vida ansiosos. Mas se rirem, esse minuto é mágico. Então, querem passar o último minuto da vossa vida a rir?
Em qualquer desporto, somos bons se praticarmos, se nos treinarmos. Para ser um bom bailarino, é preciso praticar. Para ser um bom músico, um bom cantor, é preciso praticar. Em qualquer atividade, o treino é a chave. Por isso, para conseguirem rir como loucos no último minuto da vossa vida — porque vai acontecer de repente — não podem ser apanhados de surpresa. Têm de estar prontos. Por isso, pratiquem. Vivam cada minuto da vossa vida como se fosse o último.
Por isso, riam. Riam enquanto estão vivos. Exceto se merecerem a vida eterna no planeta dos Elohim, quando morrerem já não podem rir. Por isso, riam enquanto estão vivos, agora!
E percebam que estamos todos a preparar-nos para morrer, todos nós. Nunca pensem que os mais velhos são os que estão mais perto de morrer. Muitas pessoas aos 16, aos 18, têm ataques cardíacos e morrem. Muitos bebés não sobrevivem mais do que uma hora. Temos muita sorte em estar vivos. É uma loucura estar vivo. Todos os anos que viveram — podiam ter tido um acidente de carro, uma doença, tantas coisas — mas estamos vivos. É por isso que temos de rir, sem razão nenhuma, só por estarmos vivos. Só por estarmos vivos ao mesmo tempo que os Elohim.
Quando somos concebidos na barriga da nossa mãe, o nosso ADN é perfeito. Todas as nossas células são perfeitas. E este corpo está bem organizado. As nossas células são constantemente substituídas. Vocês sabem-no, mas lembrem-se disso quando limparem o apartamento. Se passarem 2 ou 3 dias sem esfregona nem aspirador, veem pó. O que é? De onde vem? Ah, a porta estava fechada, não abri a janela, e há pó no chão. Vem do vosso corpo! Parte das vossas células cai, estão mortas. Tudo o que veem quando olham para a minha mão está morto. As células vivas estão por baixo, e estas estão a preparar-se para cair.
Os japoneses sabem-no: no banho japonês esfregam e esfregam, e a pele cai. Por isso, quando olhamos uns para os outros, vemos pele morta. A vossa língua — novas células constantemente produzidas, porque precisamos de saborear a comida. As nossas células do fígado, do estômago — constantemente substituídas.
E envelhecemos. O que é envelhecer? Quando as células se copiam a si próprias, acontecem alguns erros. Não é normal ter rugas. Quando as células se copiam, ora bem, alguns erros. E isso está constantemente a acontecer, e é por isso que as pessoas ficam cheias de rugas, perdem cabelo, ficam cobertas de manchas. São erros. Quando nasci, não tinha estas manchas escuras. Com o tempo, erros. Erros! Riam-se de vocês próprios — constantemente estão a acontecer erros. Mulheres, porque é que os seios descaem? Erros! Os homens também — erros! Por todo o lado, rugas, por todo o lado.
Portanto, estamos constantemente a envelhecer. E é espantoso conseguir desfrutar de estar vivo através de tudo isto. Todo este corpo está constantemente a lutar para se manter jovem, mas não consegue. Por isso, estamos todos a degradar lentamente o nosso ADN, o coração também, e um dia ele para.
Envelhecer pode acontecer agora! Então, o que é que podemos fazer? Rir! Isto é envelhecer. Mas aqui temos uma coisa eterna — a supraconsciência. A supraconsciência nunca envelhece, porque não está apenas ligada ao infinito: ela é o infinito. O infinito nunca envelhece. Não há infinito jovem nem infinito velho. E nós somos infinito. E o infinito é amor.
O amor, o amor verdadeiro, nunca envelhece. O amor é para sempre. Por isso, sintam-no! Se o sentirem, não conseguem parar de rir.



